Um Brasil diferente será resultado, apenas, do surgimento de brasileiros diferentes.
Omitir-se, aguardando um “salvador da pátria” que nunca virá ou desistir do País, tratando de cuidar de si, em detrimento do lugar onde se vive e das pessoas que o compartilham têm sido as regras no Brasil. O resultado é conhecido: injustiça social, péssimos serviços públicos, demagogia e muita, muita corrupção.
“Novos brasileiros” são aqueles que adotam uma nova atitude, diferente dessas. Assumir a responsabilidade pela própria vida e pelo atual estado de coisas na família, na Cidade, no País aos quais se pertence, ao invés de se atribuir a culpa pelos problemas a outros, é necessário e urgente.
O Brasil não irá mudar “de cima para baixo”. Não surgirão políticos diferentes, enquanto não formarmos eleitores diferentes. Felizmente, conforme tem sido veiculado por esse Blog e, ao contrário do que o noticiário diário sugere, aqui e ali, vêm surgindo focos de mudança de mentalidade e de atitude. Gente que não adere à filosofia equivocada do “levar vantagem em tudo” e que compreende que “é impossível ser feliz sozinho“.
Médicos Solidários
“… Tudo caminhava como ele havia sonhado. O consultório tinha uma ótima clientela, a vida estava estruturada, mas o médico homeopata e acupunturista Hélio Holperin, hoje com 48 anos, não se sentia realizado.
“O fato de só algumas pessoas terem acesso àquele atendimento me incomodava profundamente“, conta.
Em 1990, ele decidiu fechar uma vez por semana seu consultório no Jardim Botânico, cruzar a Avenida Brasil e atender de graça no modesto ambulatório da favela Marcílio Dias, no Complexo da Maré. “O nível de gratidão daquelas pessoas, quando percebem que você está ali sem nenhuma obrigação, só por causa delas, é comovente“, descreve ele, atual presidente da ONG Médicos Solidários.
Ela reúne 120 profissionais de saúde, de 23 especialidades, que prestam serviço em cinqüenta bolsões de pobreza do Rio.
Além do atendimento na favela, Holperin vai toda sexta à sede da ONG, no Centro, para trabalhar na captação de recursos e no gerenciamento de projetos. “Esse trabalho mudou a minha vida“, diz. “Não dá para ficar inerte vivenciando de perto o sofrimento…”
A Organização Não-Governamental “Médicos Solidários” é uma instituição “… sem fins lucrativos, fundada por voluntários que prestam assistência gratuita à saúde a pessoas com dificuldade de acesso aos serviços públicos…”.
Foi a mesma fundada em 2001, “… dando continuidade às ações do projeto Médicos Solidários, uma iniciativa da ONG humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras, criado em agosto de 1998…”.
Sua missão é trabalhar em prol da universalidade do direito à saúde. Para tanto, aposta no VOLUNTARIADO, causa e conseqüência dos princípios de Solidariedade, Dignidade e Inclusão Social.
Na prática, a Ong atua de forma simples e direta: o atendimento se dá, principalmente, nos consultórios dos próprios médicos voluntários. O que proporciona praticidade, além de conforto para eles e os usuários. De acordo com o site da organização: “… a intermediação entre voluntários e beneficiários é feita por uma Central de Atendimento.
O número de voluntários e, conseqüentemente, de atendimentos, é crescente. Enquanto o Poder Público não cumpre a Constituição e assegura Saúde Pública gratuita e de qualidade para TODOS, há profissionais da área que vêm fazendo sua parte.
Transcrevemos, a seguir, matéria publicada no jornal “O Dia“, do Rio de Janeiro, em 03 de outubro de 2010, sobre a “Médicos Solidários“:
“… Depois da paz, saúde. Comunidades pacificadas já começaram a receber a ajuda dos ‘Médicos solidários’, ONG criada a partir de um desmembramento da ‘Médicos sem Fronteiras’. O Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, é o primeiro a receber o projeto SorriGente — de atendimento clínico, odontológico e social em creches. A próxima parada será no abrigo Tereza de Jesus, no Maracanã. A meta é realizar 8.500 atendimentos gratuitos este ano e 10 mil em 2011.
Cerca de 180 crianças da creche Solar Meninos de Luz, na Ladeira Saint Roman, que dá acesso ao Pavão-Pavãozinho, são as primeiras a contar com exames de saúde gerais e oftalmológicos, além de restauração dentária e acompanhamento de uma assistente social.
“O trabalho interdisciplinar nos dá um panorama global da criança. Um problema de saúde pode estar atrelado a condições específicas daquela família”, explica o médico Henrique Peixoto, coordenador de Saúde do projeto.
Alívio
A chegada dos doutores trouxe tranquilidade para a auxiliar de Educação, Maria Lídia Costa, 40 anos. O filho, Christian, de 1 ano, passou por crises convulsivas e ela estava à procura de tratamento alternativo. “Agora vou conseguir tratá-lo com florais. Eles também vão acompanhá-lo”, comemorava, aliviada. “Precisava de oftalmologista e consegui consulta rápida e de qualidade”, contou o auxiliar de serviços gerais, Erivelton da Silva, 25 anos.
“Por mais que haja informação, aprendemos que a realidade é muito diferente nas áreas mais carentes. Consigo ter uma visão mais abrangente aqui”, conta o estudante do 8º período de Odontologia da UFF, Felipe Leal, 23, voluntário que atua no grupo.
Cadastro
Embora não seja exclusivo para as UPPs, a coordenadora do SorriGente, Eliane Vallim, explica que o trabalho dos profissionais é facilitado em regiões pacificadas. “Já atuamos em muitos locais sem UPPs, mas elas nos trazem uma série de fatores que auxiliam nossas atividades”, justifica. Somente as 40 instituições cadastradas, entre creches e ONGs, podem solicitar o serviço.
Atendimento grátis em 130 consultórios
O atendimento, iniciado mês passado, passa por diversas etapas. Primeiro, os profissionais coletam dados dos pacientes, como condições físicas e psicológicas. Em uma segunda fase, agendam exames clínicos e entrevistas com os responsáveis pelas crianças.
“Em casos que necessitam de acompanhamento a longo prazo, encaminhamos as famílias para um dos 130 profissionais da nossa rede de voluntários, em consultórios particulares”, esclarece a assistente social, Rachel de Oliveira…”
“… E toda a Raça então experimentará, para todo mal, a Cura…“
http://www.youtube.com/watch?v=8FdQLyYf1qY&feature=related
Fontes
- Médicos Solidários;
http://www.medicossolidarios.org.br
- Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, Arts. 6o e 196;
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm
- Artigo: “O Direito à Saúde, à Luz da Constituição Federal“;
- Revista Veja Rio
http://vejabrasil.abril.com.br/rio-de-janeiro/editorial/m213/corrente-solidaria
- Juramento de Hipócrates
http://pt.wikipedia.org/wiki/Juramento_de_Hip%C3%B3crates
- O Dia On Line
http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2010/10/medicos_solidarios_levam_saude_a_favelas_114088.html


































o mundo, com contrato milionário, fama internacional e com uma vida por muitos considerada ideal, Adriano abandonou a carreira. Alegava “desmotivação“. A perda do pai, no período que antecedeu sua decisão, agravou o quadro que culminou em apatia, alcoolismo e aumento de peso.
O grande atacante, apelidado pelos torcedores da Internazionale de Milão – sua equipe – de “Imperador”, em alusão ao líder romano homônimo – pouco a pouco, deixava de existir. Cedia lugar a alguém cuja insatisfação criava uma realidade cada vez mais desfavorável.






avessas – pois adora cuspir em sua própria própria imagem. Quem se acostumou a freqüentar o Maracanã nos anos 80 e 90 – a patinar pelos rios de urina que corriam no anel de arquibancadas, entende profundamente a frase. O brasileiro é assim – adora reclamar do Brasil. Mas… na hora de melhorá-lo, bom, quem nunca furou um sinal (ou farol) vermelho?

de acreditar que o jeitinho é legal. É uma diferença sutil – a 

Que bom, moleque. Que você cresça. E sendo adulto, continue agindo como nossa infeliz Nação precisa. Enquanto ela precisar. Para que ela não mais precise. Até ela não mais precisar. Faça o que puder, você que já fez tanto, em tão pouco tempo. Faça qualquer coisa: nem que seja um mero blog…

somente quando cada um faz a sua parte é que tudo se encaixa
hospital daquela cidade, quando pediu para visitar as crianças internadas que não puderam participar do evento. Improvisando, substituiu as imagens da internação por outras alegres e engraçadas…“.
séria de planejamento familiar; em grande parte, graças à
Bem-Estar do Menor – de Minas Gerais foi criada e adquiriu fama, como uma espécie de “colégio para crianças pobres“. Sob o lema: “Disciplina e Educação para Crianças Carentes“, parecia uma boa opção. Roberto Carlos foi para lá, aos seis anos de idade.
A partir de então, conheceu o desprezo e a violência, alternadamente, na FEBEM (e em doze outras instituições do gênero) e nas ruas.
relata o ex-interno. De fato, Ramos adquiriu fama como um dos campeões de fuga: passou por lá 133 vezes, até a adolescência.
Nas ruas, o ex-menor abandonado “Beto Pivete” era consumidor de cola de sapateiro e maconha. Dos seis aos treze anos de idade, aprendeu, nesse meio, a roubar para manter o vício nas drogas: “Roubávamos jóias e dinheiro, para comprar drogas“, conta.
coisas, a ingestão de fezes dos colegas. Somente abandonou o bando, ao ser violentado: “Levei setenta e dois pontos pelo corpo“, recorda-se.
(interior do Estado), a
visitava a instituição a Pedagoga francesa Marguerit Duvas. Indignada com a ficha que qualificava o menor como “irrecuperável“, não o
discriminou. Apesar de enfrentar a resistência de Roberto, nos primeiros meses, não hesitou, adotando-o e – após ensinar-lhe o idioma – levando-o para a França.
que cursou em São Paulo. Durante o Curso, estagiou em sua antiga “casa“: “Voltei para a FEBEM como profissional. Provei que não era irrecuperável“…
acolheu o menino Moisés, nove anos, outro “irrecuperável” da FEBEM. Ele foi apenas o primeiro dos mais de dez ex-internos que, atualmente, moram com o Pedagogo: “Todos estudam e trabalham“, diz, com orgulho.
histórias. É Mestre em Educação, pela Unicamp; Pós-Graduado em Literatura Infantil, pela PUC-MG e membro da “Associação Internacional dos Contadores de Histórias e Valorizadores da Expressão Oral Mundial“, com sede em Marselha, na França.
É autor do livro “Pedagogia do Amor“, publicado pela Editora Leitura, de Belo Horizonte, em 2004.
você deve, pode crer
Até quando você vai levando porrada, porrada?/ Até quando vai ficar sem fazer nada?/ Até quando você vai levando, porrada, porrada?? Até quando vai ser saco de pancada?
Muda, que quando a gente muda, o mundo muda com a gente/ A gente muda o mundo com a mudança da mente/E quando a gente muda, a gente anda pra frente/ E quando a gente manda, ninguém manda na gente!